sexta-feira, 4 de novembro de 2011

The Internet Business - build me one, I'll pay you

Occasionally I peek into Freelancer.com; today I found this project:

http://www.freelancer.com/projects/PHP-Website-Design/Make-Adsense-Profitable-Website.html

In sum, they are hiring people who can build a Adsense profitable website... on whatever topic!

Perhaps the main silliness here is: why would people who can build such websites be doing it for others?

It's like those books that reveal the secret of finantial freedom. If the author knew the "secret" would he be trying to (and seemingly succeeding in) selling such books? (Maybe that's the secret, selling such books...)

This is just one in a million silly projects around the Internet Business, on Freelancer.com and elsewhere. Although it is well established, by both reason and observation, that any Internet marketing sans real, proper content is a bust, we keep seeing this vast market grow of precisely that, Internet marketing sans content. Thank Google for doing precisely the opposite of what these people seem to thing they do.

(I just could not help it letting off some steam generated by watching stupidity grow each day in quantity and degree on the Human Web, despite the nice rational havens still out there.)

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

LaTeX package listings bug with greek letters

Nice Ada source code, with greek letter variables, UTF-8 encoded:


And here is how LaTeX typesets it, via package listings:


Note how line 49 is perfectly typeset, but the variables at the start of lines 42, 43 have moved to end of the previous line. Man, I hate LaTeX!"#$%&/()=?»

sábado, 22 de outubro de 2011

Porquê "Marius"

Eis uma razão porque me intitulo "Marius", e não "Mário", na Internet. Porque, passadas várias décadas, os computadores continuam a não saber grafar acentos. Eis a detestável visão que acabo de ter na minha caixa de correio-e. Outras vezes é Mrio, ou coisas como M$%rio. Cinco décadas de informática! Uma década de Unicode!

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Sem/sans facebook

Abaterei minha conta Facebook muito em breve.
Principal razão: privacidade (no sentido técnico).
Segui-me aqui, ou em http://soundcloud.com/amadoalves, ou noutro sítio decente.

I shall close my Facebook account soon.
Main reason: internet privacy.
Follow me here, or at http://soundcloud.com/amadoalves, or at any other decent place.

sábado, 9 de julho de 2011

D. Quixote destroi João Sem Medo

Comprei um exemplar das Aventuras de João sem Medo, de José Gomes Ferreira, numa edição chancelada pela D. Quixote (ISBN 978-972-20-3553-8). Era para oferecer à minha melhor aluna de Língua Portuguesa de 2010/2011. Felizmente (?), antes de o entregar à aluna, dei uma olhadela ao texto. Terríveis gralhas! Logo na primeira frase, "os homens haviam estalado um Parque". Até fui verificar na "minha" edição (6ª edição, Diabril Editora, 1976), para confirmar o óbvio: é "haviam instalado". Pensei: bem, corrijo isto a caneta, e entrego... se não houver mais gralhas—enquanto ia lendo mais um pouco. Não precisei de avançar muito. Logo na segunda página do texto: "essa Floresta Maltida"! Fui verificar de novo, até porque agora até podia ser um ferreirismo, contração de "mal tida". Não, a minha edição regista "Maldita". Fico muito triste por ver assim tão maltratada uma obra prima da literatura portuguesa. Duas páginas, duas gralhas. O texto tem 170 páginas...

Atualização em Novembro 2011:
Comuniquei este facto à editora em Julho 2011. Nenhuma resposta até agora. (Será que a próxima edição terá uma errata de 170 linhas?)

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Para uma central

Um dia este sítio será uma maravilhosa central de todas minhas produções.
Comecemos por uma ligação à Academia Musical de Santo Ovídio, blogue irmão.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Para lembrar a Irene

O funeral, por cremação, da minha mãe Maria Irene Rodrigues da Silva teve lugar ontem, no cemitério de Rio de Mouro, Sintra. Estou obrigadíssimo a todos presentes e a todos os que me comunicaram então, antes ou depois, os seus sentimentos. Deixo aqui a pobre elegia que lá fui conseguindo, entre lágrimas, escrever, no dia anterior, para lá ir conseguindo, entre lágrimas, recitar, ontem, no funeral.

BREVE ELEGIA FÚNEBRE
Hoje há duas tristezas, e nenhuma delas é a morte da Irene. Já faz muitos anos que a Irene desistira de viver. Decisão racional, temperamental, ou resultado de depressão—não se sabe—e esta é a primeira tristeza: a nossa incapacidade de perceber, perceber mesmo, a fase final da extraordinária vida desta extraordinária mulher.
A segunda tristeza é que o próprio Universo, tão estúpido como nós, tenha demorado todos aqueles longos anos a conceder à Irene a concretização da sua desistência. A aceitar a sua demissão. Fê-lo, finalmente, anteontem. No dia dos mortos.
Até ao misterioso pedido de demissão, a vida da Irene é um facto de altíssimo nível que tem de ser lembrado. Professora, autora, mãe, uma vida profissional e pessoal riquíssima, generosa, criadora, corajosa, pioneira, muito acima da média. A Irene possuía no mais alto grau as três qualidades—difíceis de conjungar—da capacidade de trabalho, racionalidade, e emotividade.
Circula a tese de que cada um dos seus três filhos herdou uma destes qualidades—em separado. Parece que isoladas, diluídas na sopa genética, essas capacidades não têm o mesmo poder. Cá estou eu, por exemplo, com a minha racionalidade, não chegando a lado nenhum.
Não. Só conjugadas—improvável, singularmente conjugadas—as três forças—capacidade de trabalho, racionalidade, emotividade—produzem resultados excecionais.  Essa conjugação ocorreu no fenómeno Irene, e é algo que acontece uma vez num milhão de casos, e portanto é algo que tem de ser recordado. É uma alegria do Universo.
Licenciada em Ciências Físico-Químicas, com alta nota, foi convidada para docente da Faculdade. Isto num tempo—década de 1940—em que ainda era difícil e raro uma mulher fazer estudos superiores, especialmente em Ciências, e ainda mais difícil e raro aceder à respetiva carreira académica. Recusou, para ir lecionar no secundário. Porquê?
Rómulo de Carvalho.  A Irene fora aluna deste extraordinário professor—no secundário—e ficara cativa do seu génio. O seu outro modelo era, naturalmente, Marie Curie—cuja história bebeu sem dúvida também dos livrinhos do Mestre, História dos Isótopos, História da Radioatividade. De toda a formação que recebeu, foi a do Mestre a que reteve. Que a impressionou, que a apaixonou. E que, naturalmente, quis emular.
E assim o fez. Com absoluto sucesso. Durante toda a sua vida ativa, a Irene ensinou e escreveu Físico-Química.  Com um cuidado, interesse, abrangência, coerência, rigor, paixão, dum grau extraordinário, que alguns de nós tiveram a felicidade de poder observar.
É principalmente à Irene, à graça da sua educação, ao exemplo da sua história, que devo o meu modo peculiar mas inalienável de olhar o Universo, e das coisas grandes que o Homem sonha e faz nele. Uma visão tentativamente integrativa, que funde humanidades e ciências, espíritos e matérias.
A Irene, ao olhar para dentro do átomo—o principal objeto das sua querida ciência físico-química—, via—corretamente—todo o Universo. Chegou a descrever essa visão artisticamente, na sua pintura amadora.
Com ela eu também aprendi a olhar para o pequeno, para o pouco—até para o nada—e ver tudo. Uma visão de abrangência, tolerância, e duma claridade por vezes cegante e inibidora da ação—mas essa debilidade perante a grandeza é defeito inteiramente meu: não tendo recebido, gratuitamente, o gene do pragmatismo, do fenomenal genoma Irene, também não o soube conquistar.
Devo à minha mãe Irene a compreensão, a apreciação da poesia igualmente integrativa do Mestre que ela fez nosso:
O Universo é feito essencialmente de coisa nenhuma.
Intervalos, distâncias, buracos, porosidade etérea.
Espaço vazio, em suma.
O resto, é a matéria.
Daí, que este arrepio,
este chamá-lo e tê-lo, erguê-lo e defrontá-lo,
esta fresta de nada aberta no vazio,
deve ser um intervalo.
(António Gedeão)
Mário
2010-11-03

Nos meses de luto subsequentes esta elegia tomou forma duma música que me foi aparecendo na cabeça e lá consegui esboçar uma gravação:
http://soundclick.com/share.cfm?id=10222190